Uma Professora Muito Maluquinha

O nome diz tudo: a autora, uma professora muito maluquinha, convida os amigos a adentrarem sua sala de aula. Tudo passa por aqui: trabalhinhos, correções, planejamentos de aula (das crianças e dos adultos), desabafos em forma de poesia e contos, - em geral com ilustrações de alunos muito maluquinhos- textos conhecidos e desconhecidos e reflexões de uma professora imaginativa... Comentários e sugestões são sempre muito bem-vindos!

Quadro-Negro

-Três Parafusos a menos
-Mais um Blog
-Pensamentos verbais e Paranóias Conflitantes
-Apenas imbróglios


Ô Professora...

Ei, deixem um recado no escaninho da professora e conte o q você gostou (ou não) neste blog!

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Domingo

Mais uma vez interrompo a exposição... É coisa rápida. Só pra pensar...

(...)

Acabo de chegar da Maratona de Contos que o SESC está oferecendo gratuitamente neste final de semana. Contadores de histórias de toda a parte (e eu nunca imaginei que pudessem ser tantos!), todos reunidos e obviamente, contando sem parar, com muito talento, suas histórias. A maratona é tão animada, que vai por toda a madrugada e só termina amanhã à tarde. Por pouco não fiquei lá! Mas volto amanhã, sem dúvida, e cedo, pra não perder muita coisa!
Sempre fui apaixonada por histórias, cresci contando e inventando histórias. Costumava ser chamada para aniversários de priminhos mais novos apenas para distrair a criançada, sempre contando histórias. Naquela idade, não sabia que Contador de Histórias era profissão. Aliás, vim a descobrir isso há relativamente muito pouco tempo...

Meu maior sonho, então, era ser professora. Uma vez alcançado, lancei-me no alemão, por culpa de um certo escritor do qual já falei (e se não falo mais é por receio de não parar!), meio sem pensar. Mas aquela minha parte contadora de histórias, apaixonada por crianças, por folclore, por música, esteve sempre ali, levantando a voz pela manhã e se escondendo depois que eu liberava meus alunos.

Vez por outra, a voz gritou, pedindo para falar durante a tarde. Eu não deixei... Pensei até ter desaprendido a arte do gostar de contar histórias. Mas hoje, depois que me vi na Maratona, depois de ouvir tantas histórias... Ah! Ai, q vontade de lançar-me no meio daquele palco, para também contar histórias! Ai, que vontade!

A vida é estranha. Muita gente não sabe o que fazer no futuro. Eu simplesmente gostaria de fazer tudo, e de tanta indecisão só consigo fazer nada! Ora pretendo firmar-me na língua alemã, ora pretendo pesquisar sobre contos infantis, se agora gostaria de fazer literatura, logo mais estarei às voltas com minhas (ainda frustradas) tentativas de tradução. Hoje escrevo meio romance, amanhã o lanço fora e decido estar apenas com minhas crianças. Para em seguida pretender firmar-me na língua alemã... Aff!

São áreas tão próximas, e em sua proximidade, tão distintas! Não sei se este conflito tem fim. Não sei se poderei ser uma coisa só, ou se poderei ser todas. Ou se acabarei nenhuma. Não sei...

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O mais lindo do Contar Histórias, é que em geral não contamos histórias nossas. Tomamos o bem de outrem, transformamos em particular para depois torná-lo público. E a Miga trouxe um pra gente. Não como dever de casa, mas por ser tbm boa contadora de histórias...

Viagem Definitiva

E eu partirei.

E os pássaros ficarão, cantando; e meu jardim ficará, com sua árvore verdejante, e seu poço branco.
Todas as tardes o céu será azul e plácido; e os sinos da torre repicarão, como repicam esta tarde.
Aqueles que me amaram passarão, e a cidade desabrochará de novo a cada ano;
E meu espírito sempre vagará, nostálgico no mesmo recanto escondido de meu jardim florido...
E eu partirei;

E estarei sozinho, sem morada, sem árvore verdejante, sem poço branco, sem céu plácido...
E os pássaros ficarão, cantando.

(Juan Ramon Jiménez)

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Muito lindo, Miga! A tradução foi sua? Encontrei o mesmo poema neste blog , no original e em uma tradução de Manuel Bandeira. Interessante ver... Obrigada, Miga, continue sempre assim! ;)


esboçado por Professora Maluquinha31.7.05

Agendinha:

Quinta-feira

O poema da Adry

Sabiam q temos uma amiguinha poeta? Vejam só o trabalhinho da Adry:




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esboçado por Professora Maluquinha28.7.05

Agendinha:


< Interrompemos nossa exposição apenas para informar que a professora foi aprovada no exame teórico do DETRAN e está malucamente satisfeita. :-)

Muito obrigada por torcerem por isso... próxima torcida só daqui há mais ou menos um mês, depois das aulas práticas. Enquanto isso, prosseguiremos com nossa programação normal.

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Postes... tremei!!!

esboçado por Professora Maluquinha28.7.05

Agendinha:

Domingo

Ainda nossa Exposição

Com vcs... o desenho da Miga, nossa Amiga Formiga!



Miga manda dizer que qualquer semelhança com Mafalda de Quino não é mera coincidência.
Atenção: Não deixem passar a chance de ver Miga por ela mesma - experimentem aproximar o desenho e vejam quem caiu do alto do jacarandá no ombro da menina...

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Olhem, Miga está faltando aulas, mas já apresentou o atestado médico (favor enviar e-mails desejando melhoras.)
A mamãe da Adri mandou avisar q estão viajando...
Aos alunos q ficam: façam o favor de participar da aula! (não é uma ameaça, só um pedido delicado...)
Imagine, ficar sem alunos nas férias! Isso seria muito triste! :(

esboçado por Professora Maluquinha24.7.05

Agendinha:

Terça-feira

Exposição dos Trabalhinhos

Como já estava combinado, começamos hj a exposição dos trabalhos de fim de semestre q os queridos leitores/alunos tão prontamente enviaram.

Vai pela ordem em q chegaram no escaninho, então o do Jodok é o primeiro. Vcs leiam com atenção, por favor, e digam o q acharam, tá bom assim? Não pode aproveitar pra chatear o coleguinha, viu menino q senta atrás do Jodok e menino q senta na frente do Alex?!

Depois é só aguardar pelo boletim...

Só pra esclarecer: o texto q Jodok enviou é um conto de Peter Bichsel, q ele traduziu para nos explicar pq se chama Jodok Jodok. Vejam se esclarece...

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Jodok manda lembranças


Só conheço o seu nome: Jodok.

Também não conheço outra pessoa com esse nome.

Vovô começava as suas histórias com: "Quando tio Jodok era vivo" ou com "Quando fui visitar o tio Jodok" ou "Quando tio Jodok me deu uma gaitinha de boca". Mas ele nunca contava nada do tio Jodok, apenas do tempo em que Jodok era vivo, da visita a Jodok, do presente de Jodok.

E quando a gente perguntava: "Quem foi tio Jodok?", então ele dizia: "Um homem inteligente".

Se bem que vovó não conhecia nenhum tio assim e meu pai ria muito quando escutava esse nome. E vovô ficava bravo quando papai ria, aí vovó dizia: "Sim, sim, o Jodok" e vovô ficava satisfeito.

Por muito tempo eu imaginei que tio Jodok tinha sido guarda florestal, porque um dia comentei com vovô que eu queria ser guarda florestal e ele disse: "Tio Jodok iria gostar muito." Mas quando eu quis ser maquinista ele disse o mesmo e também quando eu não quis ser nada. Vovô sempre dizia: "Tio Jodok iria gostar muito".

Mas vovô era um mentiroso.

Eu gostava dele, mas em sua longa vida ele tinha se tornado um mentiroso.

Muitas vezes ele ia até o telefone, levantava o fone, discava um número e dizia: "Bom dia, tio Jodok, como vai, tio Jodok, não, tio Jodok, claro, com certeza, tio Jodok.", e todos nós sabíamos que ele só fingia e ficava segurando o gancho com a outra mão. Vovó também sabia, mas mesmo assim reclamava: "Pára de telefonar, isso fica muito caro". E vovô dizia: "Tenho que desligar agora, tio Jodok" e voltava dizendo: "Jodok manda lembranças".

Só que ele sempre sempre tinha dito: "Quando tio Jodok era vivo", e agora ele já dizia: "Temos que visitar o tio Jodok uma hora dessas". Ou dizia: "Tio Jodok vem nos visitar com certeza", e ao mesmo tempo batia a mão sobre o joelho, mas isso não ficava muito convincente, ele percebia e ficava quieto, então deixava seu Jodok de lado por algum tempo.
E nós respirávamos, aliviados.

Mas então ele recomeçava:

Jodok telefonou.
Jodok sempre disse.
Jodok é da mesma opinião.
O chapéu daquele homem é igual ao do tio Jodok.
Tio Jodok gosta de passear.
Tio Jodok agüenta qualquer frio.
Tio Jodok gosta de animais tio Jodok passeia com eles em qualquer frio tio Jodok com os animais passeia tio Jodok agüenta qualquer frio agüenta tio Jodok.

O T-i-o J-o-d-o-k.

Quando nós, seus netos, o visitávamos, ele não perguntava: "Quanto é duas vezes sete", ou "Qual é a capital da Argentina", mas sim: "Como se escreve Jodok?"

Jodok se escreve com um J longo e sem ck, e o mais terrível em Jodok eram os dois Os. A gente não agüentava mais ouví-los, no quarto de vovô, os Os de Joodook.
E vovô amava os Os de Jooodoook e dizia:

Tio Jodok cozinha bons feijões.
Tio Jodok louva o pólo norte.

Com o passar do tempo, ficou tão terrível que ele dizia tudo com O: Tio Jodok voi nos vosotor, olo ó om homom ontologonto, vomos vosotor o tio omonhõ. TioJodok voi nosvosotor, oloó omhomom ontologonto, vomos vosotor o tioomonhõ.

As pessoas foram ficando com medo do vovô, e ele até começou a afirmar que ele não conhecia nenhum Jodok, nunca tinha conhecido. Que nós tínhamos começado com aquilo. Que nós tínhamos perguntado: "Quem é tio Jodok?"

Não adiantava brigar com ele. Para ele não existia mais nada além de Jodok. Ele já dizia para o carteiro: "Bom dia, Sr. Jodok", depois me chamou de Jodok e depois a todo mundo. Jodok era a sua palavra de carinho: "Meu querido Jodok", sua forma de xingamento: "Filho de um Jodok" e sua maneira de praguejar: "Pro Jodok que te carregue".

Ele não dizia mais: "Eu tenho fome", ele dizia "Eu tenho Jodok", e nem dizia mais "eu", aí ficava: "Jodok tem Jodok".

Ele pegou o jornal, abriu a página "Jodok Jodok - crimes e desastres" e leu em voz alta:
"Na Jodok passada aconteceu na Jodok perto de Jodok um Jodok, que causou duas Jodoks. Um Jodok ia pela Jodok para Jodok. Algum Jodok depois aconteceu na Jodok para Jodok um Jodok com um Jodok. Jodok Jodok e seu Jodok, Jodok Jodok, foram socorridos por um Jodok mas chegaram mortos ao Jodok."

Vovó tampou os ouvidos e gritou: "Eu não posso mais ouvir isso, eu não agüento mais". Mas vovô não parou. Não parou durante toda a sua vida, e vovô ficou muito velho e eu gostava muito dele. E mesmo que no final ele não dissesse mais nada além de Jodok, nós dois sempre nos entendíamos muito bem. Eu era muito pequeno e vovô muito velho, ele me pegava no colo e "jodokava a Jodok do Jodok Jodok" quer dizer:"Ele me contava a história do tio Jodok", eu adorava essa história e todos que eram mais velhos que eu mas mais novos que vovô não entendiam nada e não queriam que ele me pegasse no colo e quando ele morreu eu chorei muito.

Eu disse para todos os parentes que em vez de Friedrich Glausner deveriam escrever Jodok Jodok, vovô teria desejado assim. Não me deram ouvidos, por mais que eu chorasse.

Mas infelizmente, infelizmente essa história não é verdadeira, e infelizmente meu avô não era nenhum mentiroso, e ele infelizmente não ficou muito velho. Eu ainda era muito pequeno, quando ele morreu, e só me lembro que ele um dia disse: "Quando tio Jodok ainda era vivo", e minha avó, da qual eu não gostava muito, foi bem rude e gritou: "Pára com esse teu Jodok!" e aí vovô ficou muito quieto e triste e pediu desculpas.

Eu fiquei com muita raiva - foi a primeira que ainda consigo lembrar - e gritei: "Se eu tivesse um tio Jodok eu não falaria de outra coisa!"

E se vovô tivesse feito isso talvez ele tivesse vivido mais e eu ainda teria um avô e nós nos entenderíamos bem.

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esboçado por Professora Maluquinha19.7.05

Agendinha:

Sábado

Começando bem as férias

Comecei cerca de três posts, mas acabei desistindo deles; ficaram todos muito compridos e estou tentando economizar palavras e falar menos abobrinhas. Se ao menos falasse brigadeiros como aqueles da festa da Adry!

Gente, novo livro no Cantinho de leitura, perceberam? Toda vez que começo a falar deste livro, falo demais... Ai! É um dos melhores livros que conheço. Tinha muito mais a falar sobre ele, mas achei demais para o cantinho, então vou terminar aqui... Nem sei por onde começar. Karl May é t-u-d-o!!!


Meu amado, idolatrado, salve,salve escritor.

Karl May escreveu muitos, muitos livros, parece que mais de sessenta romances e muitos contos, q resultaram em mais uns vinte livros. Nossa, as aventuras narradas por ele são incrivelmente envolventes, emocionantes e divertidas. O autor é de um humor inteligente e de uma graça cativante... E a professora é suspeita para falar, pq é abertamente apaixonada pelo autor e por seus personagens. À propósito, o escritor casou duas vezes, e o último casamento foi com uma moça bem mais jovem q ele, xará da professora. Nada a ver, mas qd eu descobri, achei o máximo!!!


Karl may e Klara, a felizarda.

Falando sério, não conheço ninguém que, começando a ler, tenha conseguido abandonar a história pelo caminho. A grande maioria lê todos os 30 livros traduzidos, rapidinho... Foi o que fiz nos meus já loooonges 13, 14, 15 anos. Li tudinho, e decepcionada por não poder ler os outros deixados pelo escritor, comecei a estudar alemão. A idéia é, um dia, traduzir os livros que faltam na coleção para o português.

Winnetou é uma trilogia, e aconselho procurar os três livros e comprá-los todos de uma vez, pq é acabar um, ler o outro. O cacique dos apaches pode ser encontrado em vários outros romances, depois de Winnetou. Além de Winnetou, Karl May criou outros personagens cativantes e inesquecíveis, entre árabes, norte-americanos, sul-americanos, índios, europeus, africanos e tantos outros povos que estão nos livros que ainda não pude ler. Mas que devorarei em breve...

Até bem pouco tempo, eu conhecia realmente bem poucos leitores de May: meu pai, meu padrinho (q me apresentaram aos livros), meu irmão - que leu tudo antes de mim, e minha prima, que me acompanhou na leitura e também começou a estudar alemão.... Infelizmente, desistiu depois que chegou aos números, e o entusiasmo dela por May foi declinando, até quase o esquecimento... :(

Mas lá no Orkut, com a comunidade
Karl May, descobri mais de 40 leitores pelo Brasil afora, e fiz muitas amizades. Entre elas, um amiguinho aqui da nossa sala. Somos um público seleto, porém cada vez maior! Bem que todos os alunos poderiam fazer parte do grupo... Mas precisa ler, só estar lá não adianta! Tenho certeza, vcs não se arrependerão da empreitada! Existem muitos escritores brasileiros que leram Karl May na adolescência, entre eles Lya Luft e Fernando Sabino.

De Sabino, recolhi a seguinte frase: "Meu autor predileto era Edgar Wallace. Pouco depois passaria a viver sob a influência do livro mais sensacional que já li na minha vida, que foi o Winnetou de Karl May, cujas aventuras procurava imitar nos meus escritos."

Também eu devo a Karl May o meu entusiasmo pela leitura e pela escrita. E um monte de idéias, informações culturais, muito da pessoa q sou hoje. Ele me influenciou profundamente... Com seus livros, aprendi muito e ionteressei-me enormemente pelas culturas árabe e indígena, em especial. E através dele, encontrei meus rumos profissionais, que seguem a trilha da tradução e da cultura germânica.

Embora seja um autor normalmente procurado por jovens, nunca se é velho demais para ser jovem, ou para deliciar-se com aventuras jovens. Além disso, depois de mais amadurecidos somos capazes de perceber idéias q passam direto qd ainda somos muito jovens. Como li na página da Karl May Verlag, a editora alemã responsável pela publicação da obra em alemão, "Es ist nie zu spät für spannende Abenteuer": "Nunca é tarde demais para aventuras emocionantes" - viram, já estou traduzindo?! :-P



Falei em Karl May, falei demais... perdão! Mas ele merecia muuuito mais!

Em tempo: pretendo começar a postar os trabalhinhos de vcs logo, logo. Só vou dar um tempo pra todo mundo digerir este post e se entusiasmar pelo escritor.

esboçado por Professora Maluquinha16.7.05

Agendinha:





esboçado por Professora Maluquinha16.7.05
Agendinha:

Sexta-feira

Olha aí, gente!



A mamãe da Adry veio bem cedinho à escolinha, pedir à professora para deixar este convite no mural. Como já é sexta-feira, e nossas férias começam na segunda, decidi liberar os alunos. Vamos todos à festinha da Adry!!!

E aproveitem, pq acompanhei os preparativos e tem torta de mousse de chocolate, brigadeiro, casadinho, beijinho, olho-de-sogra, surpresa-de-uva, pão de queijo, risole, coxinha, boliviano (o q é isso?!), pasteizinhos e muito mais.... A professora estará lá, portanto trabalhinhos somente no escaninho.

esboçado por Professora Maluquinha15.7.05

Agendinha:

Segunda-feira

Muita Coisa pra contar - Falando em Bia Bedran...

Perdido em alguma linha da agendinha, há um comentário sobre a Bia Bedran. Para quem ñ conhece (como? Nunca ouviu falar?!?!), Bia é cantora, contadora de histórias, professora, pesquisadora, escritora (...) e faz um trabalho maravilhoso voltado para a educação infantil. Ela já teve, na TV Cultura, um programa chamado Canta Conto, q passou por muito tempo. Lá, ela cantava e contava histórias para as crianças, ensinava músicas, brincava com o folclore, ensinava... Pena q tudo o q é muito bom, sempre acaba rápido! Bia tem nove cds lançados e 3 ou 4 livros publicados, todos muito bons! Um material verdadeiramente precioso, em todo o amplo sentido da palavra.



Bom, através de músicas e histórias pesquisadas pelo Brasil afora, Bia Bedran resgata nossa cultura, nosso folclore e entrega tudo isso às nossas crianças. Que, por sinal, estão cada vez mais necessitadas de alguém q pense nelas.... Bom, a professora cresceu ouvindo e cantando Bia Bedran, virou fã da Bia Bedran e, claro, criou a comunidade Bia Bedran no Orkut... Mas o q eu ia contar ñ era isso.

Desde q comecei a trabalhar com crianças - muito provavelmente influenciada por Bia Bedran - sempre sonhei em levar meus alunos a um espetáculo dela. Afinal, trabalho com as músicas e histórias dela em sala de aula o tempo todo. Mas... levar alunos em aos espetáculos dela é complicado... Costumam ser na zona Sul, bem longe da nossa escola, costumam ser caros (para o bolso deles) e cosrtumam ser apenas nos fins de semana, dias em q escola não funciona para os alunos. Como levá-los até o espetáculo sem ser em um passeio escolar?

Bom, a professora maluquinha reuniu os pais e avisou aos poucos q estavam presentes (em uma turma de 27, apenas 5 responsáveis compareceram!) , q a Bia Bedran estava se apresentando neste fim de semana. Claro, eles disseram q ñ poderiam levar e tudo o mais. Aí... Aí, descobri q por serem alunos do município, pagavam somente meia entrada.... Melhorou muito! E disse aos pais que, como ia levar minha irmã caçula ao teatro, poderia perfeitamente levar mais algumas crianças...

Aí é q está a maluquice, na opinião geral... Sem ser dia letivo, sem ser passeio da escola, sem sequer relacionar o passeio à escola - e era mesmo um passeio particular -, levando apenas algumas crianças (dos pais q compareceram à reunião), e pegando carona no carro do papai, q gentilmente cedeu transporte gratuito para a professora, carreguei meus alunos para o espetáculo "Brinquedos Cantados", na tarde de sábado.

Muito, muito bom! As crianças adoraram, foram centro das atenções no teatro (depois da Bia, naturalmente). Sentamos enfileirados, um ao lado do outro. Cada vez q Bia cantava uma música q as crianças conheciam, elas se levantavam, aplaudindo e dando pulinhos, e participavam da atividade. A proposta do espetáculo é essa mesma, q as crianças e os adultos participem, q brinquem como crianças. Mas a minha turminha era a mais animada (professora coruja), a mais linda, a mais fofinha! 

Eles participaram, cantaram, adoraram tudo e me pediram pra gente sair juntos mais vezes... Eu bem q queria, mas esse tipo de passeio envolve responsabilidades homéricas... Mas eu queria, muito!

Uma das minhas meninas está interessadíssima em conhecer a Biblioteca Nacional e o Real Gabinete de Leitura... (Oh, de quem será a culpa?) Meu pai fez um caminho comprido até o teatro e fomos passando pelo centro do Rio. As crianças vibravam, davam gritinhos... E eu, louca de vontade para levá-los em um passeio pelo Centro da Cidade. Andar pelas ruas antigas, passear no bondinho de Sta.Tereza, sobre os Arcos da Lapa, visitar o Theatro Municipal e a Biblioteca... E quantas bibliotecas e sebos fossem possíveis!

Por enquanto, fica na minha lista de desejos... Como tantos outros desejos.

Desejos são entes estranhos. Uns tornam-se realidade, outros não... Uns nos fazem felizes, outros ficariam melhor apenas no mundo dos sonhos... Nem todos são possíveis, e eu nem saberia definir bem quais deveriam tornar-se realidade, quais não...

O passeio dos meus alunos, certamente sim... :-P

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Aos aluninhos desta salinha: Obrigada por tornar este Blog realidade... Vcs são todos muito fofinhos (seja lá quem são vcs...)!

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Atenção, atrasados: a maioria dos alunos já entregou o trabalhinho! O prazo está se esgotando! Corram e coloquem, bem bonitinho, a sua criação no escaninho da professora, até o próximo fim de semana...

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À quem interessar possa: Bia se apresenta em todo o Brasil. Ela estará em Fortaleza, semana q vem, me parece. Se quiserem vê-la, acompanhem a agenda dela, por aqui.

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Grande este post, não?

esboçado por Professora Maluquinha11.7.05

Agendinha:

Quinta-feira

Ficou lindinha, a minha provinha....

Ahhh... Tarde da noite! Aliás, já é madrugada, mais do q hora de professoras estarem dormindo... Mas estava criando e digitando uma prova para os alunos do estágio - o q dá muito mais trabalho que as crianças - e tentei fazer algo realmente estimulante. É, até provas devem ser estimulantes, ainda que através de desenhos e, quem sabe, questões inteligentes ou simplesmente menos chatas.

He, não consegui isso tudo, mas bonitinha, isso a prova ficou! E a professora ficou tão satisfeita em terminar mais este trabalho ( e deu uma trabalheira!) q resolveu escrever isso aqui... É, essa salinha é o lugar em q a professora mais se sente ela mesma (ai, q perigo!), e acaba precisando manifestar sentimentos neste espaço. Se não for aqui, será onde?!

Ah... Não posso postar a prova aqui, q pena... Sabe-se lá se algum aluno - sim, eles invadiram meu Orkut! -encontra a prova inteirinha postada aqui? Peninha... Ahn, por causa dela, nada de msn ou orkut hj.... Mas terminei!!!

Depois (ai, depois vem a correção :-( !!! ) comento o resultado. Se eu lembrar!

Boa noite!!!

esboçado por Professora Maluquinha7.7.05

Agendinha:

Sábado

Sobre o fim de semestre

É... Os alunos pensam, certamente, que já estão de férias, e por isso faltam tanta aula...

Oras, as férias começam tarde aqui, e nem durante esse tempo a professora vai parar! (Ela é maluquinha!) Acontece que, antes das férias, em todas as escolas,os alunos passam por avaliações e recebem suas notas. Muito bem, em nossa salinha não será diferente; não, não! Todos que passaram e passam por aqui durante o ano receberão notinha: uma por participação, uma por comportamento (!!!) e ainda uma última, pelo trabalho final do semestre.

Portanto, todos os alunos estão convocados a enviar seus trabalhos de conclusão do semestre para o escaninho da professora. Alguns já fizeram isso - daí, a idéia maluca. Tá valendo tudo: desenho, texto, piada, carta, poesia e até lista de supermercado, desde que muito criativa. E se quiserem posso postar os trabalhinhos no blog também. Eu sei o quanto as crianças gostam de ver seus trabalhos expostos pelos murais da escola...



Não, a professora não enloqueceu de vez, continua tão maluquinha quanto antes. Nada mudou! Mas meus alunos são tão participativos, que o blog se transformou em um espaço interativo. Se não enviarem o trabalhinho (ainda que anotado na "Agendinha"), vai ficar um zerinho ali no boletim... E a professora vai ficar muito triste!

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Novidades no Cantinho da Leitura. Quem já leu? Quem leu alguma coisa? Comentários sobre Quintana são muito bem vindos!

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Notaram? A Miga sumiu tão rápido quanto apareceu. Deve estar procurando o Anônimo...


esboçado por Professora Maluquinha2.7.05

Agendinha:



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Faltou aula? Pegue aqui a matéria atrasada...


Cantinho da Leitura

Não conheço toda a obra de Marina Colasanti, só sei que é bastante extensa e diversificada. Escreve crônicas, contos, romances, histórias infantis e acho q já vi poemas dela. Também e tradutora, e costuma ilustrar suas obras. (Quero ser igualzinha a ela qd crescer!) É uma autora que me impressiona, pela leveza e doçura com que fala do ser humano, de seus medos e sonhos. Como a própria autora disse, os contos reunidos em Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento são Contos de Fadas. São 13 histórias cujo imaginário mágico nos remete, realmente aos contos que ouvimos na infância: entre reis, princesas, cavalos alados, leões de sonho, reinos e sereias, o leitor é conduzido suavemente à questões bastante atuais – uma vez que estão diretamente ligadas à alma humana. O que os torna bastante diferentes dos Contos de Fada aos quais estamos acostumados, é que a conclusão dos contos de Marina são sempre surpreendentes e muitas vezes, triste... Não sei se triste é a palavra certa. Talvez o sentimento que suas palavras tragam à tona, sim, possa ser triste. Ou felizes, dependendo do leitor... É certamente, uma descoberta agradável e, penso, uma interessante viagem por nosso próprio interior... O conto através do qual conheci Marina Colasanti chama-se ,“A Moça Tecelã”, e é um dos mais conhecidos dela. Visitem Releituras , conheçam a autora e não deixem de ler a versão virtual e ilustrada de A Moça Tecelã. Leu?! Não disse que era bom?



Está na estante

Preparativos de Viagem

Morte em Veneza